Pito críptico
Paulo Henrique Amorim arranjou um especialista que lhe dissesse que qualquer criptografia é quebrável.
A informação vem a propósito da dificuldade da Polícia Federal em decodificar os HDs apreendidos de Daniel Dantas.
Sim, posso dizer que não há informação encriptada que resista ao método da força-bruta. Mas faltou informar que esse método infalível pode levar anos, às vezes medidos não em unidades, mas nos milhares. E nem sempre os outros métodos têm sorte muito melhor.
Pode ser que os criptólogos se excedam nesse ponto, mas o jornalista faria bem em perguntar ao seu especialista porque mesmo a polícia americana vez ou outra sofre para não conseguir nem decriptar os dados do suspeito. Dou-lhe este caso recente —e bem observado pelos especialistas— de exemplo.
Talvez eu não devesse dar importância ao pequeno caso. Claro está que o objetivo da opinião do especialista não era de descrever o fenômeno, mas de dar munição ao pito que o jornalista passa na polícia.